Metade... Metade de que? Do que se possui? Do que se espera? Ou da vida de alguém? Será o complemento de outra parte que espera pelo cheio? Ou apenas a ilusão de que tudo se completa? O vazio da incompleta razão de ser uma metade implica necessariamente na necessidade de se completar? E essa dúbia necessidade inerente em tudo que existe que para ser inteiro tem que ter duas metades e assim ser completo, sendo real explica o desejo de duas almas gêmeas? Almas... Não são inteiras? Anjos não são ele e ela ao mesmo tempo? Então duas almas que se juntam em suas metades, completando-se em suas unidades, justificando a necessidade de sua outra parte, poderão ser chamadas de anjos? Duas almas que em momentos de contemplação em suas metades, conseguem atingir os céus na mais pura das emoções, podem ser chamadas na sua forma única de anjos? Inexplicavelmente nesse momento almas gêmeas sentem-se anjos e roubam das divindades o poder de assim ser Deuses. Sendo assim metades são predestinadas umas as outras de forma que justificamos sua existência inacabada em sua meio forma. A resposta é que metades são feitas assim para que ao se completar necessitem em anjos se transformar e eternamente busquem a maravilha de anjos serem. Porque metade de anjos somos! E juntos anjos seremos!
Wednesday, July 12, 2006
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